Um dos maiores produtores de papel e celulose do mundo, o Brasil utiliza atualmente 100% de papel com origem de reflorestamento, segundo a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf). Como consequência, o papel produzido no Brasil pode ser considerado um dos mais sustentáveis do mundo. Por reflorestamento, entende-se o plantio e a manutenção de vegetação em áreas que tenham sido previamente degradadas por desmatamento, normalmente abandonadas pela agricultura em decorrência do empobrecimento do solo.

O reflorestamento para fins comerciais é feito em sua maior parte com eucalipto, seguindo do pinus. Enquanto o primeiro possui fibra longa, ideal para o fabrico de embalagens, o pinus tem fibra curta e vira papel para escrita. Ambas as espécies não demandam um solo rico em nutrientes e se adaptaram bem ao clima brasileiro. Atualmente a tecnologia em gestão florestal usada no país é modelo no mundo.

Além de não provocar mais desmatamento, as áreas de reflorestamento melhoram a qualidade do ar, ajudam a combater a erosão e a poluição atmosférica, contribuindo até mesmo para minimizar os efeitos do aquecimento global. Isso acontece porque as florestas cultivadas, formadas por árvores em constante crescimento, são mais eficientes que as arvores adultas no sequestro de carbono da atmosfera, principal responsável pelo efeito estufa.

Existem órgãos de controle que fiscalizam a origem da madeira utilizada na produção de papéis. Eles monitoram a sustentabilidade das áreas de plantio, buscando evitar o desmatamento e ações predatórias. Também certificam os papéis que atendem a esses requisitos. O principal é o FSC® – Forest Stewardship Council, um sistema de certificação florestal reconhecido internacionalmente, que identifica produtos com origem no manejo florestal responsável, de acordo com normas ambientais e sociais.

Matéria: Guia SETEBELO